quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
CURSO DE FLORAIS - sistemas Bach e Ervanário do Amor
com Fernando Fratane e Clarice Lopes
com Fernando Fratane e Clarice Lopes
* Aprenda produzir seu floral: "essência-mãe", "solução estoque" e solução de uso.
* apresentação das plantas de Bach e do Ervanário do Amor - leve seu pen drive para copiar
* após o curso participe de um grupo de florais para doações, da ONG ARAR.
Dia 27 de janeiro de 2013 - 9:00 às 17:30h - domingo
valor: 120,00 - inscrições antecipadas - LOCAL: acima na TIJUCA
INFORMAÇÕES: 88269524, 32743389 ( Rita )
CURSO DE ARGILA COM PLANTAS MEDICINAIS
com Fernando Fratane:
com Fernando Fratane:
* Coleta, secagem, esterilização e armazenagem da argila
* uso externo: máscaras, cataplasma grosso e fino
* banhos de lama, talcos, comprimidos, etc...
* Doenças e ervas indicadas com argila: sinusite, articulações, hérnia de disco, úlceras,
vícios, esteatose, hemorragias, anemia, próstata, etc...
* uso externo: máscaras, cataplasma grosso e fino
* banhos de lama, talcos, comprimidos, etc...
* Doenças e ervas indicadas com argila: sinusite, articulações, hérnia de disco, úlceras,
vícios, esteatose, hemorragias, anemia, próstata, etc...
Dias 02 de fevereiro - sábado - 9:00 às 17:30h - Valor: 110,00
Rua Carmela Dutra, 57 - Tijuca - próx.ao metrô S.F.Xavier -
Inf: Tels: 3274-3389 e 8826-9524
CURSO PRÁTICO DE PLANTAS MEDICINAIS
com: Fernando Fratane
com: Fernando Fratane
* uso de pós de folhas e sementes; multimistura
* chás, sumos, pomadas, garrafadas, tinturas, travesseiros,
xaropes, compostos com mel, banhos, salada com ervas e 01 passeio no campo
05 aulas - 1x ao mês - aos domingos - Início: 10 de março - 9:00 as 17:30h
- LOCAL: acima na TIJUCA
Um gd e forte abraço !!!
domingo, 5 de agosto de 2012
ESPAÇO ESSÊNCIA TERAPIAS INTEGRADAS
Rua Carmela Dutra, 57- Tijuca
Amigos segue nossa programação:
CURSO PRÁTICO DE COSMÉTICA COM PLANTAS MEDICINAIS:
21/10/2012(Domingo)
FACILITADOR: FERNANDO FRATANE
PROGRAMA:
obs: O aluno levará para casa todas as manipulações feitas por ele durante o curso.
Investimento: R$ 130,00 Forma de pgto: a vista,2x(cheque),ou cartão (no local)
TIJUCA: - 9:00 às 17:30h - Tels: 4119-2921 e 8826-9524(Rita)
CURSO DE FLORAIS ERVANÁRIO DO AMOR
24/11/2012(Sábado)
FACILITADOR: FERNANDO FRATANE
PROGRAMA:
História dos sistemas florais
Essência mãe
Solução estoque
Solução de uso
Casos clínicos (estudo de casos)
Numerologia e florais
Exposição de mais de 200 imagens de plantas
(traga um pendrive para fazer cópias)
Obs: apostila incluida
Investimento: R$120,00 forma de pgto: a vista, 2x(cheque), cartão( no local)
TIJUCA: - LOCAL: Rua Carmela Dutra, 57
CURSO BÁSICO DE NUMEROLOGIA
25/11/2012 (Domingo)
Num erologia pessoal Numerologia Clínica Numerologia e a Mitologia Numerologia, plantas medicinais e os florais Investimento: R$120,00 Forma de Pgto: A vista, 2X (cheque), cartão( no local)TIJUCA: Domingo25 de novembro. LOCAL: Rua Carmela Dutra, 579:00 às 17:30h Tels: 41192921 e 88269524 (Rita)PARA PARTICIPAR DOS CURSOS FAVOR RESPONDER ESTE EMAIL CONFIRMANDO PRESENÇA ATÉ QUINTA-FEIRA DIA 18/10, PARA QUE O MATERIAL DIDÁTICO POSSA SER PROVIDENCIADO.O PGTO PODERÁ SER EFETUADO NO DIA DO CURSO.ATENÇÃO: CLARISSE ESTARÁ ATENDENDO NO ESPAÇO ESSÊNCIA COM NUMEROLOGIA NOS DIA 28 DE OUTUBRO,PARA AGENDAR FAVOR ENTRAR EM CONTATO PELO TEL : 88269524 (RITA).VALOR DA CONSULTA: R$ 110,00DURAÇÃO: 1H E MEIATRAZER GRAVADOR
DIA LIVRE NA NATUREZA DESESTRESSANDO CORPO MENTE E ESPÌRITO
Nosso passeio ao Parque Estadual da Pedra Branca foi tudo de bom!!! Passamos um dia maravilhoso em meio a natureza, com alimentação viva, yoga e muita energia solar num dia radiante!!! Obrigada a todos que participaram do evento; Em breve estaremos promovendo a saúde , o bem estar e a convivência harmoniosa em outros lugares maravilhosos como este. Aguardem .Seguem abaixo fotos do evento:
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Dicas do Feng Shui interior (do nosso corpo/alma).
TOXINAS DA CASA
"vida nenhuma prospera se estiver pesada e intoxicada".
Já ouviu falar em toxinas da casa? Pois são:
- objetos que você não usa,
- roupas que você não gosta ou não usa há um ano,
- coisas feias,
- coisas quebradas, lascadas ou rachadas,
- velhas cartas, bilhetes,
- plantas mortas ou doentes,
- recibos/jornais/revistas, antigos,
- remédios vencidos,
- meias velhas, furadas,
- sapatos estragados...
"O que está fora está dentro e isso afeta a saúde fisica -mental"
O 'destralhamento' é a forma mais rápida de transformar a vida e ajudar as outras eventuais terapias.
Com o destralhamento:
- A saúde melhora;
- A criatividade cresce;
- Os relacionamentos se aprimoram...
É comum se sentir cansado, deprimido, desanimado, em um ambiente cheio de entulho, pois "existem fios invisíveis que nos ligam à tudo aquilo que possuímos".
Outros possíveis efeitos do "acúmulo e da bagunça":
- sentir-se desorganizado; fracassado; limitado; aumento de peso; apegado ao passado...
No porão e no sótão, as tralhas viram sobrecarga;
Na entrada, restringem o fluxo da vida;
Empilhadas no chão, nos puxam para baixo;
Acima de nós, são dores de cabeça;
"Sob a cama, poluem o sono".
"Oito horas, para trabalhar; Oito horas, para descansar; Oito horas, para se cuidar."
Perguntinhas úteis na hora de destralhar-se:
- Por que estou guardando isso?
- Será que tem a ver comigo hoje?
- O que vou sentir ao liberar isto?
...e vá fazendo pilhas separadas...
- Para doar!
- Para jogar fora!
Para destralhar mais:
- livre-se de barulhos,
- das luzes fortes,
- das cores berrantes,
- dos odores químicos,
- dos revestimentos sintéticos...
e também....
- libere mágoas,
- pare de fumar,
- diminua o uso da carne,
- termine projetos inacabados.
"Acumular nos dá a sensação de permanência, apesar de a vida ser impermanente", diz a sabedoria oriental. O Ocidente resiste a essa idéia e, assim, perde contato com o sagrado instante presente
"as frutas nascem azedas e no pé, vão ficando docinhas com o tempo"...
a gente deveria de ser assim,
"Destralhar ajuda a adocicar."
Se os sábios concordam, quem sou eu para discordar?
“Dê a quem você ama: asas para voar, raízes para voltar e motivos para ficar”
quinta-feira, 5 de julho de 2012
POR QUE SOMOS TÃO VAMPIRIZADOS ENERGETICAMENTE?
Não temos como negar, na maioria dos dias, ao final da tarde, normalmente nos sentimos esgotados. É comum vir aquele cansaço, aquela tensão, até uma dorzinha de cabeça e mal estar estomacal. Também vem a falta de paciência e o desânimo. O motivo: estamos exauridos de energia, ou melhor, dizendo, fomos sugados. Qual é a causa para tantas perdas de energia? Por que somos tão vampirizados na nossa rotina de vida?
São muitos os fatores que podem promover os roubos energéticos, mas alguns são mais marcantes, logo significativos.
Antes de tudo, é importante dizer que o corpo físico humano só existe e se mantém graças a uma força vitalizadora essencial que alguns chamam de fluido vital, outros de prana ou simplesmente Ki. São muitos os nomes dados ao longo da história da humanidade, mas o fato principal é que somos energia.
A força vital que nos alimenta recebe influência direta dos pensamentos e sentimentos que desenvolvemos durante o dia, e é aí que residem os principais detalhes a serem observados quando o assunto for roubo de energia.
Pensamentos e sentimentos ruins prejudicam intensamente a qualidade da energia que abastece o campo de energia humano. Da mesma forma, pensamentos e sentimentos positivos promovem a manutenção desta bioenergia.
O problema é que somos seres muito emocionais, o que quer dizer, que facilmente entramos de cabeça em uma ou outra emoção intensa, e estas por sua vez, são como fogos de artifícios que explodem, expandem-se e movimentam-se freneticamente. Quando essa explosão de emoções acontece, seja pelo motivo que for, há um consumo excessivo de energia vital e a bioenergia humana se desequilibra. Então, junte todos esses acontecimentos do di a, enumere-os um a um, e perceba que esses eventos são muito comuns na vida da esmagadora maioria das pessoas deste mundo.
Seu time perdeu nos pênaltis, você sente um estado de nervoso... Você se desgasta.
Você assiste a uma notícia muito ruim na televisão e sofre com isso... Você se desgasta.
Você sente raiva no trânsito... Você se desgasta.
Você sente medo de não conseguir pagar as suas contas... Você se desgasta.
Você se chateia com um amigo, parente ou cônjuge... Você se desgasta.
Você julga o comportamento alheio, faz muitas críticas... Você se desgasta.
Você reclama da vida, do seu cabelo, do seu cansaço... Você se desgasta.
Todos esses eventos comuns na vida da maioria das pessoas são os principais responsáveis pelo estado de exaustão energética que normalmente nos encontramos ao entardecer. Este fator contribui muito para o aumento da int olerância, do estresse, da raiva, da falta de amor e das doenças físicas e emocionais no mundo.
Mas a principal causa de tudo isso é o esquecimento... Esquecer quem somos, de onde viemos e qual a nossa missão aqui na Terra. Ter emoções é humano! Mas aprender a controlá-las também é uma habilidade humana de uma pessoa que esteja em sintonia com ela mesma, com a sua essência ou Eu interior.
Não podemos mais viver no "piloto automático", sem pensar nossos propósitos e sem cuidar da nossa alma. Podemos nos encontrar com a nossa essência no banco do trem, avião ou metrô, na fila de um banco e até mesmo em pequenos intervalos de um ou dois minutos que temos antes e depois das refeições.
Não devemos fechar os olhos apenas para dormir, mas para olhar para dentro. Precisamos aprender a ouvir o que a nossa essência fala. E ela fala!
Podemos dar inúmeras dicas que são incríveis para reverter esse processo de exaustão energética, ou como dizemos na comunidade espiritualista, vampirismo energético. Mas a principal dica, ou melhor, a causa raiz do problema é que deve ser observada: o esquecimento de quem somos e da nossa essência.
Volte-se para você durante o seu dia, ouça a voz da sua consciência, respire fundo alguns minutos, eleve-se a Deus, faça uma oração do seu jeito e desenvolva a gratidão.
Se você tomar essas práticas como uma rotina, em uma semana você já será uma nova pessoa. Pode fazer o teste!
domingo, 3 de junho de 2012
domingo, 1 de abril de 2012
O CÉREBRO E AS VIAGENS ASTRAIS
O CÉREBRO E AS VIAGENS ASTRAIS
Está cada vez mais claro que o hipotálamo, e mais especificamente o sistema límbico, encontram-se envolvidos, de alguma maneira, nas experiências extracorpóreas. - Dr. Luiz Otávio Zahar
Cientistas, no mundo inteiro, pesquisam o que acontece no cérebro humano durante as experiências místicas, viagens astrais e na meditação. Hipotálamo, sistema límbico, serotonina, monoaminoxidase, endorfinas, dimetiltriptamina... Eram os deuses neuropeptídios?
Meu interesse no estudo das relações existentes entre a fisiologia do cérebro, o uso de drogas psicoativas, e as viagens astrais começou em 2000, quando começaram a surgir relatos, entre usuários da droga quetamina, da ocorrência de experiências extracorpóreas. As experiências extracorpóreas, também conhecidas como viagens ou projeções astrais, são as experiências, normalmente curtas, de se sentir fora do corpo, como se o foco da consciência estivesse num ponto diferente daquele habitual – o corpo.
A quetamina é um anestésico dissociativo desenvolvido na década de 60, usado, principalmente, em medicina veterinária. Seu uso se faz por injeção intramuscular, mas seu uso recreativo acontece, habitualmente, pela inalação do pó da droga.
Os efeitos descritos pelos usuários desta droga incluem: sedação leve, pensamentos oníricos, lentificação psicomotora, sensação de estar mais sociável e de captar o mundo de um modo diferente e mais interessante. Náuseas e vômitos são freqüentemente relatados. Sintomas paranóides e a percepção de um padrão de coincidências em tudo o que vêem podem ser observados em alguns indivíduos. Sedação pronunciada pode expor os usuários a riscos. Ao contrário da maior parte dos psicodélicos, a quetamina pode causar dependência.
Outro efeito descrito em usuários de quetamina é a experiência conhecida em nosso meio como experiência da quase-morte (EQM) ou experiência próxima da morte. Trata-se de uma experiência em que também ocorre a sensação de sair do corpo.
A experiência é geralmente descrita como envolvendo uma sensação de extrema paz, um som semelhante a uma campainha ou um zumbido, uma passagem nas trevas (ou túnel) e, a seguir, uma passagem para a luz. Contudo, a pouca investigação neste campo indica que estas sensações se obtêm em situações que afetam o estado do cérebro, como paradas cardíacas e anestesias.
O CÉREBRO E AS EXPERIÊNCIAS MÍSTICAS
O pesquisador neozelandês Karl Jansen reproduziu as EQMs utilizando a quetamina.
Esta descoberta abriu campo para uma nova linha de pesquisa. Existem, no cérebro, células receptoras da quetamina. Estas mesmas células, quando ativadas, reproduzem experiências místicas ou paranormais. Seria o cérebro a chave para a compreensão dos fenômenos místicos, para as viagens astrais, para os estados extáticos dos santos?
Em 2002, o pesquisador suíço Olaf Blanke publicou um importante trabalho na revista inglesa Nature, onde descreve o desencadeamento de experiências extracorpóreas em pacientes que se encontravam em cirurgias para o tratamento de epilepsia, através da estimulação elétrica de certas áreas do cérebro, mais precisamente da área do giro angular direito (giro do cíngulo). Os médicos da equipe de Olaf Blanke, dos Hospitais Universitários de Genebra e Lausanne, acreditam que o giro angular seja o local onde a informação visual é associada com o sistema de representação do corpo através de dados sensoriais, como o tato.
A experiência extracorpórea, também conhecida como viagem astral, projeção astral ou projeção da consciência, tem sido descrita em toda história da humanidade. A crença habitual é a de que seria a exteriorização de um corpo energético para fora do corpo físico, levando consigo o foco da consciência. Estudos tentando comprovar a realidade da ocorrência foram realizados, principalmente na década de 60, mas nenhum trabalho publicado conseguiu, de forma totalmente conclusiva, comprovar sua realidade (ou seja, não é possível admitir a verdade!).
Os pesquisadores acreditam que muitas variáveis estejam envolvidas no processo e que não seria possível, nos dias atuais, anular todos os vieses de confundimento e conseguir uma experiência com total comprovação.
A droga quetamina, que se mostrou capaz de desencadear o fenômeno de saída do corpo, age principalmente no sistema límbico. O sistema límbico (também conhecido como cérebro emocional) é um grupo de estruturas que inclui hipotálamo, tálamo, amídala, hipocampo, os corpos mamilares e o giro do cíngulo. Todas estas áreas são muito importantes para a emoção e reações emocionais. O hipocampo também é importante para a memória e o aprendizado.
Outra droga que provoca estes estados é a dimetiltriptamina (DMT), excretada naturalmente pela glândula pineal, e que desempenha um papel no processo de sonhar e possivelmente nas experiências próximas à morte e em outros estados místicos. Encontra-se também em chás alucinógenos utilizados em seitas religiosas e práticas rituais indígenas (Santo Daime, União do Vegetal) e também parece provocar experiências extracorpóreas.
A mistura das duas plantas potencializa a ação das substâncias ativas, pois o DMT é oxidado pela MAO (enzima monoaminoxidase), a qual está inibida pela harmina, acarretando um aumento nos níveis de serotonina, o que causa impulsão motora para o sistema límbico no sentido de aumentar a sensação de bem-estar do indivíduo, criando condições de felicidade, contentamento, bom apetite, impulso sexual, equilíbrio psicomotor e alucinações.
Parece cada vez mais claro que o hipotálamo, e mais especificamente o sistema límbico, encontram-se envolvidos, de alguma maneira, nas experiências extracorpóreas.
O neurocientista português Antônio Damásio, pesquisador da Universidade de Iowa, Estados Unidos, e autor do livro O mistério da consciência, assim escreveu: “Os fenômenos mentais se integram verdadeiramente ao corpo tais como eu os visualizo, e são capazes de dar lugar às mais altas operações, como aquelas que revelam a alma e o nível espiritual. Sob meu ponto de vista, não obstante, todo o respeito que devemos concordar em noção da alma, podemos dizer que por último, esta reflete somente um estado particular e complexo do organismo”.
Neurotransmissores e neuropeptídios: Os principais neurotransmissores do cérebro são: glutamato, ácido gamaaminobutírico (GABA), acetilcolina, norepinefrina, dopamina, serotonina e os peptídios que são substâncias químicas (cadeias de aminoácidos) produzidas nas células nervosas do cérebro (embora conste que também possam ser fabricadas por outras células nervosas do corpo). Estas substâncias têm receptores nas células do cérebro. Cada neuropeptídio tem o seu próprio receptor e função. Um neuropeptídio não se encaixa no receptor do outro, e hoje em dia, já se conhecem mais de 200 neuropeptídios.
O CÉREBRO E AS EMOÇÕES
O teósofo inglês Arthur E. Powell considerava o corpo astral como o veículo, par excellence, dos sentimentos, por isso conhecido como corpo emocional. Coincidentemente, sabe-se hoje que as áreas relacionadas com os processos emocionais ocupam territórios bastante grandes do cérebro, destacando-se entre elas, o hipotálamo, a área pré-frontal e o sistema límbico. Ao que parece, o hipotálamo tem um papel preponderante como coordenador das manifestações periféricas das emoções. Encontra-se também amplamente confirmado, hoje em dia, que o sistema límbico e suas conexões, está fortemente ligado às manifestações emocionais
Ao que tudo indica, existem no cérebro grandes áreas relacionadas às emoções, que se encontram fortemente ativas durante as experiências místicas, os estados meditativos, as experiências extracorpóreas e as experiências próximas à morte. Do mesmo modo, dois pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, Andrew Newberg e Eugene d´Aquili, que escreveram o livro Why God won´t go away, estudaram grupos de meditantes budistas e freiras franciscanas em oração, e comprovaram que em estado de oração ou meditação profunda ocorre uma diminuição drástica da atividade cerebral no lobo parietal superior, justamente a mesma área do cérebro responsável pelo senso de orientação no tempo e no espaço, bem como a diferenciação entre o indivíduo e os demais seres e coisas.
As imagens dos lobos temporais, onde repousa o chamado “cérebro emocional” ou sistema límbico, mostraram, neste mesmo estudo, uma atividade redobrada durante o estado contemplativo dos sujeitos estudados.
Por todo o exposto, parece que nosso cérebro foi preparado com bastante meticulosidade para a experiência transcendental. Será que este fato encerra toda a discussão à respeito da existência de Deus, das viagens astrais e da vida espiritual? Longe disso, os estudos do cérebro estão apenas começando, e muito, mas muito mesmo, falta para ser estudado a respeito. Por outro lado, uma vez que aqui estamos no corpo físico, e estas portas neurofisiológicas se abrem para o estudo, seria um erro desprezá-las e considerá-las apenas mais um modismo da ciência.
Para aqueles que conseguem realizar viagens astrais conscientes, não existe nenhuma dúvida: o corpo astral (psicossorna) sai do corpo – e com ele, a consciência durante o sono e a ele retorna ao despertar.
Para os céticos, tudo acontece dentro dos limites do cérebro e, somente através dos estudos nas áreas da neurologia poderemos compreender estes eventos.
Nosso estudo não tem a pretensão de oferecer respostas definitivas. É possível que a projeção astral, a saída consciente do corpo, seja uma realidade, mas este fato, por si só, não significa que o cérebro não esteja envolvido no processo, e quem sabe, esteja nele a chave que abre as portas para novas dimensões da consciência.
(Extraído da Revista Cristã de Espiritismo, nº 29, páginas 30-32)
Está cada vez mais claro que o hipotálamo, e mais especificamente o sistema límbico, encontram-se envolvidos, de alguma maneira, nas experiências extracorpóreas. - Dr. Luiz Otávio Zahar
Cientistas, no mundo inteiro, pesquisam o que acontece no cérebro humano durante as experiências místicas, viagens astrais e na meditação. Hipotálamo, sistema límbico, serotonina, monoaminoxidase, endorfinas, dimetiltriptamina... Eram os deuses neuropeptídios?
Meu interesse no estudo das relações existentes entre a fisiologia do cérebro, o uso de drogas psicoativas, e as viagens astrais começou em 2000, quando começaram a surgir relatos, entre usuários da droga quetamina, da ocorrência de experiências extracorpóreas. As experiências extracorpóreas, também conhecidas como viagens ou projeções astrais, são as experiências, normalmente curtas, de se sentir fora do corpo, como se o foco da consciência estivesse num ponto diferente daquele habitual – o corpo.
A quetamina é um anestésico dissociativo desenvolvido na década de 60, usado, principalmente, em medicina veterinária. Seu uso se faz por injeção intramuscular, mas seu uso recreativo acontece, habitualmente, pela inalação do pó da droga.
Os efeitos descritos pelos usuários desta droga incluem: sedação leve, pensamentos oníricos, lentificação psicomotora, sensação de estar mais sociável e de captar o mundo de um modo diferente e mais interessante. Náuseas e vômitos são freqüentemente relatados. Sintomas paranóides e a percepção de um padrão de coincidências em tudo o que vêem podem ser observados em alguns indivíduos. Sedação pronunciada pode expor os usuários a riscos. Ao contrário da maior parte dos psicodélicos, a quetamina pode causar dependência.
Outro efeito descrito em usuários de quetamina é a experiência conhecida em nosso meio como experiência da quase-morte (EQM) ou experiência próxima da morte. Trata-se de uma experiência em que também ocorre a sensação de sair do corpo.
A experiência é geralmente descrita como envolvendo uma sensação de extrema paz, um som semelhante a uma campainha ou um zumbido, uma passagem nas trevas (ou túnel) e, a seguir, uma passagem para a luz. Contudo, a pouca investigação neste campo indica que estas sensações se obtêm em situações que afetam o estado do cérebro, como paradas cardíacas e anestesias.
O CÉREBRO E AS EXPERIÊNCIAS MÍSTICAS
O pesquisador neozelandês Karl Jansen reproduziu as EQMs utilizando a quetamina.
Esta descoberta abriu campo para uma nova linha de pesquisa. Existem, no cérebro, células receptoras da quetamina. Estas mesmas células, quando ativadas, reproduzem experiências místicas ou paranormais. Seria o cérebro a chave para a compreensão dos fenômenos místicos, para as viagens astrais, para os estados extáticos dos santos?
Em 2002, o pesquisador suíço Olaf Blanke publicou um importante trabalho na revista inglesa Nature, onde descreve o desencadeamento de experiências extracorpóreas em pacientes que se encontravam em cirurgias para o tratamento de epilepsia, através da estimulação elétrica de certas áreas do cérebro, mais precisamente da área do giro angular direito (giro do cíngulo). Os médicos da equipe de Olaf Blanke, dos Hospitais Universitários de Genebra e Lausanne, acreditam que o giro angular seja o local onde a informação visual é associada com o sistema de representação do corpo através de dados sensoriais, como o tato.
A experiência extracorpórea, também conhecida como viagem astral, projeção astral ou projeção da consciência, tem sido descrita em toda história da humanidade. A crença habitual é a de que seria a exteriorização de um corpo energético para fora do corpo físico, levando consigo o foco da consciência. Estudos tentando comprovar a realidade da ocorrência foram realizados, principalmente na década de 60, mas nenhum trabalho publicado conseguiu, de forma totalmente conclusiva, comprovar sua realidade (ou seja, não é possível admitir a verdade!).
Os pesquisadores acreditam que muitas variáveis estejam envolvidas no processo e que não seria possível, nos dias atuais, anular todos os vieses de confundimento e conseguir uma experiência com total comprovação.
A droga quetamina, que se mostrou capaz de desencadear o fenômeno de saída do corpo, age principalmente no sistema límbico. O sistema límbico (também conhecido como cérebro emocional) é um grupo de estruturas que inclui hipotálamo, tálamo, amídala, hipocampo, os corpos mamilares e o giro do cíngulo. Todas estas áreas são muito importantes para a emoção e reações emocionais. O hipocampo também é importante para a memória e o aprendizado.
Outra droga que provoca estes estados é a dimetiltriptamina (DMT), excretada naturalmente pela glândula pineal, e que desempenha um papel no processo de sonhar e possivelmente nas experiências próximas à morte e em outros estados místicos. Encontra-se também em chás alucinógenos utilizados em seitas religiosas e práticas rituais indígenas (Santo Daime, União do Vegetal) e também parece provocar experiências extracorpóreas.
A mistura das duas plantas potencializa a ação das substâncias ativas, pois o DMT é oxidado pela MAO (enzima monoaminoxidase), a qual está inibida pela harmina, acarretando um aumento nos níveis de serotonina, o que causa impulsão motora para o sistema límbico no sentido de aumentar a sensação de bem-estar do indivíduo, criando condições de felicidade, contentamento, bom apetite, impulso sexual, equilíbrio psicomotor e alucinações.
Parece cada vez mais claro que o hipotálamo, e mais especificamente o sistema límbico, encontram-se envolvidos, de alguma maneira, nas experiências extracorpóreas.
O neurocientista português Antônio Damásio, pesquisador da Universidade de Iowa, Estados Unidos, e autor do livro O mistério da consciência, assim escreveu: “Os fenômenos mentais se integram verdadeiramente ao corpo tais como eu os visualizo, e são capazes de dar lugar às mais altas operações, como aquelas que revelam a alma e o nível espiritual. Sob meu ponto de vista, não obstante, todo o respeito que devemos concordar em noção da alma, podemos dizer que por último, esta reflete somente um estado particular e complexo do organismo”.
Neurotransmissores e neuropeptídios: Os principais neurotransmissores do cérebro são: glutamato, ácido gamaaminobutírico (GABA), acetilcolina, norepinefrina, dopamina, serotonina e os peptídios que são substâncias químicas (cadeias de aminoácidos) produzidas nas células nervosas do cérebro (embora conste que também possam ser fabricadas por outras células nervosas do corpo). Estas substâncias têm receptores nas células do cérebro. Cada neuropeptídio tem o seu próprio receptor e função. Um neuropeptídio não se encaixa no receptor do outro, e hoje em dia, já se conhecem mais de 200 neuropeptídios.
O CÉREBRO E AS EMOÇÕES
O teósofo inglês Arthur E. Powell considerava o corpo astral como o veículo, par excellence, dos sentimentos, por isso conhecido como corpo emocional. Coincidentemente, sabe-se hoje que as áreas relacionadas com os processos emocionais ocupam territórios bastante grandes do cérebro, destacando-se entre elas, o hipotálamo, a área pré-frontal e o sistema límbico. Ao que parece, o hipotálamo tem um papel preponderante como coordenador das manifestações periféricas das emoções. Encontra-se também amplamente confirmado, hoje em dia, que o sistema límbico e suas conexões, está fortemente ligado às manifestações emocionais
Ao que tudo indica, existem no cérebro grandes áreas relacionadas às emoções, que se encontram fortemente ativas durante as experiências místicas, os estados meditativos, as experiências extracorpóreas e as experiências próximas à morte. Do mesmo modo, dois pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, Andrew Newberg e Eugene d´Aquili, que escreveram o livro Why God won´t go away, estudaram grupos de meditantes budistas e freiras franciscanas em oração, e comprovaram que em estado de oração ou meditação profunda ocorre uma diminuição drástica da atividade cerebral no lobo parietal superior, justamente a mesma área do cérebro responsável pelo senso de orientação no tempo e no espaço, bem como a diferenciação entre o indivíduo e os demais seres e coisas.
As imagens dos lobos temporais, onde repousa o chamado “cérebro emocional” ou sistema límbico, mostraram, neste mesmo estudo, uma atividade redobrada durante o estado contemplativo dos sujeitos estudados.
Por todo o exposto, parece que nosso cérebro foi preparado com bastante meticulosidade para a experiência transcendental. Será que este fato encerra toda a discussão à respeito da existência de Deus, das viagens astrais e da vida espiritual? Longe disso, os estudos do cérebro estão apenas começando, e muito, mas muito mesmo, falta para ser estudado a respeito. Por outro lado, uma vez que aqui estamos no corpo físico, e estas portas neurofisiológicas se abrem para o estudo, seria um erro desprezá-las e considerá-las apenas mais um modismo da ciência.
Para aqueles que conseguem realizar viagens astrais conscientes, não existe nenhuma dúvida: o corpo astral (psicossorna) sai do corpo – e com ele, a consciência durante o sono e a ele retorna ao despertar.
Para os céticos, tudo acontece dentro dos limites do cérebro e, somente através dos estudos nas áreas da neurologia poderemos compreender estes eventos.
Nosso estudo não tem a pretensão de oferecer respostas definitivas. É possível que a projeção astral, a saída consciente do corpo, seja uma realidade, mas este fato, por si só, não significa que o cérebro não esteja envolvido no processo, e quem sabe, esteja nele a chave que abre as portas para novas dimensões da consciência.
(Extraído da Revista Cristã de Espiritismo, nº 29, páginas 30-32)
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